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terça-feira, 21 de agosto de 2012

SOU LINDA, INTELIGENTE, BEM-SUCEDIDA, EDUCADA, CULTA, LEGAL, SOCIÁVEL, DISCRETA, SINCERA... E ESTOU SEMPRE SOZINHA! PORQUÊ??

A resposta é: exatamente por causa de todas essas qualidades que voce acabou de mencionar!


Amigas, calma! Eu estou do lado de vocês! Ou melhor: estou do nosso lado! Antes que todas resolvam fazer um complô contra mim, leiam primeiro o que eu tenho a dizer sobre isso.

Em fase de edição (continua)...

domingo, 19 de agosto de 2012


Vingança não: imposição de respeito!

POSTAGEM INICIAL EXPLICATIVA


Solitico a todos que tenham paciência e leiam até o final.
É de suma importância para a correta compreensão deste blog.

A humilhação de um homem;
A traição pesada uma amiga;
A marcação pessoal de alguém;
Um ex que faz de tudo pra aumentar seu sofrimento;
Insinuações incômodas direcionadas à nossa pessoa;
Atitudes não confiáveis de pessoas até então confiáveis;
Humilhações gratuitas por motivos não-explicados;
Perseguições feitas por pessoas invejosas;
Falta de respeito gratuitas;
Agressividades verbais/emocional direcionadas a inocentes;
comportamentos propositalmente prejudiciais direcionadas a inocentes;
Falsos amigos que tentam se aproveitar da bondade alheia;

A lista é extensa. Diariamente centenas de milhares de pessoas passam por situações constrangedoras, irritantes, desconcertantes, humilhantes e deprimentes. Existem duas situações por detrás disso. A primeira situação é: a pessoa deu motivos pra isso, e ela sabe disso. A segunda situação é: a pessoa não deu motivos pra isso, e ela não entende o porquê daquela outra pessoa fazer o que fez.
O primeiro caso dispensa comentários - afinal, quando se dá motivos deve-se estar preparado para arcar com as consequências. Agora no segundo caso, nos deparamos com uma situação que muitas vezes tira a pessoa do sério (mesmo que ela não demonstre).

Quando sofremos por causa de outra pessoa (amigo, familia, namorado, pessoa desconhecida, etc) sem termos dado motivos pra isso, nos sentimos emocionalmente abalados. Aí caímos novamente em duas hipóteses:
1. Esse abalo dura pouco tempo (horas, dias), e posteriormente a "vítima" esquece o fato e nas poucas vezes que se lembra do acontecido ela não se sente abalada ou ferida;
2. Esse abalo dura permanentemente, e geralmente a vítima tem - contra a vontade dela - lembranças contínuas do fato em si, acompanhadas de sensações horríveis (raiva, humilhação, indignação, revolta) seguidas de um abalo muito grande na auto-estima da pessoa.

Inclusive, dependendo do grau ou do nível da raiva/humilhação/injustiça que a pessoa sofre, ela pode ficar emocionalmente abalada durante meses - até mesmo anos. A pessoa fica com aquela sensação entalada na garganta como se tivesse deixado para trás "alguma coisa mal-resolvida" na sua vida. 

Durante muito tempo eu estudei, analise, trabalhei (mentalmente falando), observei, ouvi, e após muito tempo (e após observar os resultados de determinados comportamentos - durante anos a fio) eu cheguei a algumas conclusões:

Uma delas, é que muitas vezes, após uma humilhação gratuita, a pessoa deseja fazer algo que a faça se sentir bem novamente perante aquela pessoa (ou aquela situação) que a fez se sentir mal. Ela deseja apenas recuperar sua moral e sua auto-estim. Porém, pelo fato de não saber se expressar direito na hora de explicar isso, muitas vezes a pessoa acaba usando o termo "vingança", e acabam assim passando uma imagem errada daquilo que ela realmente deseja - pois vingança é diferente de imposição de respeito, explicarei mais adiante. A palavra "vingança" é um termo que muitas pessoas - que foram vítimas de injustiça - utilizam de forma inequivocada, e quando essas pessoas (por não saber o que dizer) dizem que vão "se vingar", elas acabam abrindo uma série de brechas para as outras pessoas dizerem que elas vão se dar mal, que elas devem perdoar, que a gente colhe o que planta, que se elas se vingarem elas vão estar se igualando ao seu agressor, que elas "precisam" perdoar o agressor e seguir adiante com suas vidas, que elas não podem tomar quaisquer atitudes, e por aí vai... 
Como resultado, isso muitas vezes acaba gerando uma frustração dentro da pessoa, que acaba acreditando que o melhor realmente é "perdoar e seguir adiante", e assim ela acaba deixando de lado quaisquer planos direcionados à recuperação da sua auto-estima. E em consequência disso ela continua sendo humilhada por aquele ex cada vez que encontra com ele na rua, ela continua sendo alvo de indiretas daquela amiga falsa cada vez que encontra com ela na padaria, ela continua sendo vítima de chacota e humilhação daquele grupo de pessoas que adoram tirar os outros do sério, e cada vez que isso acontece ela se cala e segue adiante sem fazer nada e sem impor moral perante aquelas pessoas que a fazem se sentir mal, pois pessoas ignorantes (e hipócritas, que não seguem seus próprios conselhos) convenceram essa vítima de que ela deve relevar tudo em nome da paz e em nome do perdão, e deve seguir adiante sem olhar para trás.
Porém ao mesmo tempo que essa pessoa, a vítima, sente mal em fazer qualquer coisa contra seu ofensor (pois convenceram-na de que isso é errado), ela  também se sente mal por ficar de braços cruzados perante alguém que lhe fez mal - e às vezes continua lhe fazendo mal. Ela se sente como se estivesse aprovando o comportamento malicioso daquela pessoa que fez mal a ela.
Assim, essa pobre vítima continua se sentindo abalada, continua indignada, continua inconformada, continua revoltada, continua triste, continua com a auto-estima destruída, continua sendo vítima daqueles que lhe fazem mal, mas decide não fazer nada contra essas pessoas pois ela aprendeu que precisa "perdoar e seguir adiante". E elas seguem adiante, porém ainda sofrendo e ainda inconformadas. Mas na falta de um conselho sincero e decente, elas se rendem aos conselhos daqueles que não têm capacidade de aconselhar nem mesmo a própria sombra. E no final elas acabam sendo as únicas prejudicadas por isso.

A outra conclusão que eu cheguei é que existe um equívoco (ou uma hipocrisia) muito grande por detrás dessas pessoas (que criticam aqueles que buscam justiça, convencendo-os a "perdoar e seguir adiante"). Pois as pessoas que criticam e condenam as vítimas que buscam justiça são as pessoas que menos "deixam barato" quando alguém pisa em seus calos. Portanto elas possuem aquela velha filosofia de vida "faça o que eu falo mas não faça o que eu faço". 
Quando uma pessoa hipócrita dessas "dá o troco" em alguém, ela acredita piamente que "não está fazendo nada de errado". Mas quando outras pessoas (vítimas de injustiças) "dão o troco" em alguém, esses mesmos hipócritas dizem em alto e bom som que essa vítimas estão sendo vingativas e que isso é errado!
Se a pessoa (a vítima) tentar explicar pro hipócrita que ela foi - por exemplo - humilhada, que ela foi prejudicada de graça, e que aquela "lavada na cara" que ela deu naquela amiga no meio da praça de alimentação de um shopping lotado, foi simplesmente uma descarga de adrenalina de algo que estava há mto tempo entalado em sua garganta... se ela tentar explicar isso, o hipócrita vai dizer a ela que não importa, que ela estava errada e que ela não poderia ter feito isso. Que ela teria que ter perdoado aquela pessoa e que ela jamais poderia ter feito nada pra prejudicar ou ofender aquela pessoa. Mas essa mesma pessoa que diz isso (o hipócrita) se estivesse no lugar dessa vítima teria feito algo muito pior, muito mais maquiavélico, muito mais constrangedor e muito mais devastador. Sim, teria!
Mas na cabeça de uma pessoa dessas (moralista e hipócrita) funciona a seguinte idéia: 
"Quando EU faço, eu estou sendo natural. Quando ELES fazem, eles estão sendo vingativos!"
"EU estou certo e ELES estão errados. "
"Eu posso! Os outros não! E ponto final, não se fala mais nisso!"

Infelizmente essa é a realidade que ronda a vida de muitos nós. Esse é o tipo de pessoa que nos cerca a todo momento: pessoas que nos aconselham a fazer algo que elas jamais fariam se estivessem no nosso lugar. Pessoas que não tem condições de dar conselhos a ninguém, pessoas desprovidas de altruísmo, pessoas incapazes de se colocar no lugar do próximo, mas se sentem capazes em dizer o que a pessoa não deve jamais fazer. Pessoas que colocam um falso-moralismo à frente das reais necessidades daqueles que buscam por um conselho saudável e sincero. 
Às vezes eu tenho a impressão de que algumas dessas pessoas tem medo de ver as pessoas se tornarem mais fortes, e é por isso que elas tentam convencê-los a se tornarem "fracos" perante aqueles que não as respeitam. E sinceramente: do jeito que a humanidade é, pouco me admiraria se isso fosse verdade. Ou talvez elas sejam simplesmente hipócritas mesmo, como o são boa parte das pessoas que nós conhecemos durante toda a nossa vida. 


A DIFERENÇA ENTRE "SE VINGAR" E "SE IMPOR"


A diferença básica entre se vingar e impor respeito é a seguinte:
Na vingança, a pessoa (no caso, a vítima) faz de tudo pra destruir a vida de quem lhe fez mal, ultrapassando inclusive limites que vão além do seu próprio objeto de vingança em si. Na vingança, a pessoa não tem limites. Na vingança, o objetivo da vítima é DESTRUIR a vida de quem lhe fez mal. O objetivo é destruir, sem quaisquer ponderações (família, trabalho, amigos, reputação, nada escapa da vingança).

Já na imposição de respeito (que muitas pessoas confundem erroneamente com "vingança"), a vítima em si não quer destruir a vida de quem lhe fez mal. A vítima não quer prejudicar o trabalho da pessoa, não quer prejudicar a reputação da pessoa, não quer prejudicar a união familiar da pessoa, ela não quer nada disso. Ela quer simplesmente fazer (ou falar) algo que deixe claro para aquela pessoa (que a prejudicou) que ela não é nenhum capacho, que ela não é alguém que pode ser pisada e humilhada à revelia, que ela não é alguém ao qual as pessoas podem fazer o que bem desejarem da forma que desejarem e no final sairão ilesas. Ela quer mostrar que ela é um ser humano que merece respeito, e que se alguém quiser ultrapassar essa linha da falta de respeito tudo bem pode até ultrapassar, mas essa atitude vai gerar resultados desfavoráveis ao agressor. E que isso não significa que você seja uma pessoa encrenqueira ou rancorosa, mas sim que você é uma pessoa que não se deixa ao chão para que outros pisem em cima. 

Se você for pisado uma vez e não reagir, você vai ser pisado pro resto da vida, pois pessoas assim não tem noção de respeito pelo próximo. E vão acontecer várias vezes de pessoas (hipócritas) chegarem até você tentando te convencer a "nunca fazer nada" contra essa pessoa que te pisou (essa era a principal reclamação que eu tinha, quando as pessoas vinham até mim pedir conselhos. Eu ouvi dezenas de vezes a mesma reclamação =  "...mas todo mundo me disse que eu não posso fazer isso, eu fui pedir conselhos e todo mundo me julgou, disseram que eu tenho que perdoar e seguir adiante, se eu fizer algumas coisa contra a pessoa eu ainda vou ficar como a ruim da história e eu não quero isso..."). Muitas pessoas, muitas mesmo, vão tentar te convencer a não fazer nada, vão tentar te convencer que você não deve nem mesmo se defender, e vão inclusive tentar te convencer que se você fizer alguma coisa, qualquer coisa (até mesmo se proteger verbalmente) você vai estar sendo pior do que aquela pessoa que te prejudicou. Na cabeça dessas pessoas (em sua grande maioria alienadas, hipócritas ou ignorantes) qualquer 'reação auto-protetiva por parte do ofendido' é sinônimo de vingança. E por causa disso elas se recusam a sequer analisar qualquer outra explicação que fuja a essa regra.

Quando uma pessoa dessas vier até você dizendo que você não deve fazer nada contra seu agressor/ofensor e que você deve "perdoá-lo" e seguir adiante, meu conselho é: NÃO CAIA NESSA!
Primeiro: porquê o caso aqui não é de perdoar ou não perdoar, e sim de impor respeito com quem te ofendeu.
Segundo: porquê fazer uma coisa que te faça parecer santa aos olhos dos outros não vai resolver seus problemas, tampouco vai te livrar das lembranças (ou das pessoas) que te fizeram mal.
Terceiro: porquê se você não tiver como propósito "destruir a vida da pessoa" que te fez mal, então você não vai estar se vingando. Você vai estar apenas exigindo o respeito que todo ser humano deve ter (ou pelo menos deveria).
Quarto: porque TODAS as pessoas que eu conheci na minha vida que ficavam dizendo coisas como "...perdoe fulano, não fale nada para beltrano, não tome nenhuma atitude contra citrano, apenas perdoe ele e siga adianta com sua vida..." eram SEMPRE pessoas extremamente egocêntricas e vingativas (sim, vingativas!) que jamais deixavam barato as pisada de bola que faziam com elas. Se existe uma única pessoa que não se encaixa nessa descrição, por favor me apresentem. Pois em toda minha vida eu nunca conheci uma sequer pra contar história! Toda pessoa que eu conheci metida a dar lição de moral demais sobre perdão e afins, eram as pessoas que menos possuiam capacidade de perdoar. Portanto, jamais siga o conselho de uma pessoa incapaz de ouvir a própria voz.

Uma pessoa que não sabe a diferença entre vingança e auto-respeito é uma pessoa incapacitada de dar conselhos a respeito desse assunto. Se uma pessoa dessas atravessar o seu caminho, feche as portas para ela. Acredite em mim: o crime não compensa!


RESUMO - E CONCLUSÃO


Em resumo, onde eu quero chegar é: apesar de muitas vezes s pessoas ofendidas usarem erroneamente o termo "vingança", o que eu percebo que é várias pessoas não desejam de fato se vingar de ninguém. Elas desejam apenas fazer justiça para que não sejam emocionalmente lesadas novamente (o que é absolutamente diferente de se vingar). E várias dessas pessoas, por não saberem se expressar, acabam sendo covardemente insultadas, criticadas e discriminadas quando vão pedir conselhos para pessoas que não possuem a capacidade de entender a diferença entre ambas as coisas (vingança e justiça). E muitas vezes (muitas mesmo) essas vítimas acabam desistindo de recuperar o respeito perdido, em decorrência de conselhos de pessoas que dão a entender que qualquer coisa que elas fizerem (por mínima que seja) vai esta fazendo delas uma pessoa pior do que aquela que as prejudicou. E elas, em sua fraqueza momentânea (pois estão frágeis e confusas), acabam cedendo aos conselhos dos supostos moralistas radicais, e acabam carregando essa culpa dentro de si (culpa de não ter recuperado o respeito próprio) pro resto da vida.
Os supostos moralistas radicais não acreditam naquilo que eles mesmos pregam. A prova disso: quando pisados, eles são as primeiras pessoas a tomarem atitudes (geralmente extremas) para "colocar o ofensor de volta no lugar dele". Todos os moralistas radicais que eu conheci na minha vida eram assim. Todos mesmo, sem exceção alguma! Radicais seguidores da triste ideologia "faça o que eu falo mas não faça o que eu faço". Não é sábio seguir conselhos de pessoas que seguem tal linha de pensamento. E se vocês se sentirem mal (igual vários aconselhados por mim já se sentiram) quando uma pessoa dessas disser que você está errado em buscar justiça, lembre-se de uma única coisa: é impossível para uma pessoa compreender algo que está além do seu alcance de compreensão. Pessoas moralistas, radicais e egoístas (que é o contrário de altruísta) jamais vão compreender suas reais intenções por detrás daquilo que elas chamam ignorantemente de "vingança", pois a própria natureza delas as impede de realiza tal façanha.
Não fiquem indignados (igual eu já vi várias pessoas ficarem), não fiquem nervosos (pensando coisas do tipo "pra ela é fácil falar, ela não sabe o que eu passei e o que eu passo até hoje") nem tente fazê-las entender o seu ponto de vista (pois elas nunca entenderão, a mente delas é limitada). Apenas as ignore e siga adiante com seu objetivo de recuperar o respeito perdido. E não se sinta mal por isso: essas pessoas que te criticam, estariam fazendo coisas muito piores do que você se estivessem no seu lugar. Você sabe disso tanto quanto eu.

Seguir à risca a idéia de "não importa o que façam com você, você deve sempre por uma pedra em cima e seguir adiante" é a maior receita de fracasso que existe. Eu digo por experiência própria: durante 25 anos eu pus uma pedra em cima de todas as pessoas más/invejosas/cruéis/ que atravessaram meu caminho. E durante 20 e poucos anos eu fui tachada de "boba, ingênua, lerda, burra", e muitas vezes eu era tachada disso pelas próprias pessoas que eu havia perdoado (e muitas delas me prejudicaram profundamente! Numa das vezes eu fiquei 3 meses em depressão de tão grande que foi o choque que a pessoa me causou). Eu fazia assim: eu colocava uma pedra em cima hoje, aí amanhã a mesma pessoa ía lá e cometia exatamente a mesma falha comigo. Aí eu perdoava, colocava uma pedra em cima, e no outro dia a coisa se repetia. Um dia (me lembro desse dia como se fosse ontem) eu acordei e entendi que minha compreensividade excessiva estava sendo a minha própria condenação, e eu mudei na mesma hora o meu comportamento e passei a não aceitar mais certas coisas, e passei a fazer algo que eu nunca na vida tinha feito (pois haviam me convencido que isso era errado): eu passei a "reagir" perante situações às quais eu era marcada/perseguida/injustiçada sem ter dado motivos pra isso. Sim, eu passei a reagir! E a partir daí eu nunca mais tive problemas com esse tipo de pessoa. Pois aqueles que antes me tinham como uma boba, ingênua e lerda, passaram a me respeitar do dia pra noite. E foi quando eu entendi a falsidade por detrás desses ensinamentos (de pessoas que nos convencem a jamais ter qualquer reação contra quem nos fez mal pois isso "é errado", que devemos sempre perdoar e seguir adiante). Durante anos eu perdoei e segui adiante, e foram os anos mais humilhantes da minha vida, ao qual as pessoas não me respeitavam e faziam o que queriam pois elas sabiam que independente do grau do erro, eu sempre perdoaria e colocaria uma pedra em cima. Isso é o maior erro que uma pessoa pode cometer na vida dela, e hoje eu ensino as pessoas a não cometerem o mesmo erro que eu cometi 'em nome da paz e do perdão' durante anos a fio. 
Existem coisas que são muito bonitas na teoria. Mas na prática são um desastre.

E desde então eu passei a ensinar isso para boa parte das pessoas que eu conheço que sofriam do mesmo mal que eu (perdoavam excessivamente achando que estavam fazendo um bem maior a todos, e no final acabavam sempre sendo pisadas e humilhadas). Após mudarem seus comportamentos e suas atitudes, todas essas pessoas recuperaram sua auto-estima (que muitas vezes era abaladíssima), recuperaram sua auto-confiança, passaram a ser respeitadas, não passaram mais por determinados constrangimentos, e o mais importante: fizeram tudo isso sem precisarem sequer precisar pensar na palavra "vingança".

Portanto, não deixem de seguir a voz de seu coração para seguir a voz de pessoas que não sabem o que dizem. Eu sempre fui contra a vingança em si - a verdadeira e pura vingança - e continuarei sendo. Mas sou totalmente a favor de justiça, e dessa eu não abro mão. E não aconselho ninguém a abrir mão dela, pois quem o fizer será impiedosamente crucificado.
POST 1: COMO ESTE BLOG IRÁ FUNCIONAR




ATENÇÃO: NÃO DEIXEM DE LER A PRIMEIRA POSTAGEM (TEXTO EXPLICATIVO A RESPEITO DESTE BLOG) NO FINAL DA PÁGINA.


A todas as leitoras que chegaram até aqui: boa noite!

Nessa postagem eu irei explicar como funcionará este blog. A primeira postagem do blog (postagem explicativa) foi de um tamanho um pouco exagerado porque eu precisava explicar com o máximo de detalhes possíveis a "real idéia" do site, para não deixar dúvida alguma. Agora que a idéia já foi passada (não deixe de ler essa postagem inicial, é de suma importância para a correta compreensão deste blog) eu vou explicar como vão funcionar as postagens a partir daqui. Então vamos lá:

Ao contrário da postagem inicial-explicativa, as postagens posteriores serão o mais curtas e objetivas possíveis. Ok, todas nós sabemos que nem sempre é possível fazer isso, mas prometo que vou me esforçar pra não prolongar demais minhas postagens - justamente para a leitura ser o mais agradável e produtiva possível (afinal de contas, cá pra nós: não existe coisa pior do que aquelas leituras kilométricas que a gente desanima só de olhar pra elas, né? De vez em quando até faz parte, ok. Mas "sempre" não dá!).


O CONTEÚDO DO BLOG:
Nesse blog, vamos descrever experiências, relatos, casos e idéias de mulheres que encontraram um jeito de sair por cima em diversas situações onde a maioria das mulheres nem sempre consegue sair por cima. Situações que ao invés de descerem do salto e aprontarem barraco feito histéricas (o que muitas de nós por diversas vezes sentimos vontade de fazer por puro impulso feminino), ao invés disso as mulheres conseguiram ser inteligentes, calculistas, sábias, e o melhor: elas souberam se sobressair naquelas situações não como vítimas, nem como as "más" da história (todas nós sabemos que existem homens que tem o DOM de fazer a gente se sentir culpadas perante uma situação ao qual não tivemos culpa alguma), mas sairam por cima apenas reagindo como mulheres de valor devem reagir: mostrando (e provando) que elas se auto-valorizam e se amam, e que homem nenhum (por mais que ocupe o nosso coração) irá mudar isso.

Atenção = este blog não deseja fazer apologia às mulheres-robôs : mulheres que estão sempre esperando uma traição, uma rejeição, uma ofensa, uma mágoa, uma decepção da parte do homem - e quando qualquer uma dessas coisas acontecem a mulher tira de letra sem demonstrar um pingo de descontrole ou emotividade, e no final ela alega algo como: "eu sabia que isso ía acontecer um dia, então já estava preparada.".
Não! Este blog não fará apologia a isso! Até mesmo porquê existe uma colossal diferença entre ter "amor-próprio" e ser "sádico-pessimista". A diferença é grande, e muito grande! Uma coisa é você se prevenir para caso um dia isso venha a acontecer, outra coisa é você ter certeza absoluta que isso irá acontecer um dia e que é tudo uma questão de tempo até ele pisar em você como se você fosse um capacho sem dono. No primeiro caso (amor-próprio) estamos falando de mulheres felizes porém inteligentes e prevenidas contra infortúnios que podem vir a acontecer com qualquer ser humano vivente. No segundo caso (sádico-pessimista) estamos falando de mulheres infelizes, frustradas (pois a sensação de ficar esperando uma decepção fatal é algo que gera frustração, impossível gerar sentimento diverso a este), estamos falando de mulheres que jamais irão amar alguém de uma forma natural e saudável, estamos falando de mulheres que vivem pouquíssimos momentos de paz amorosa em suas vidas pois a certeza que elas têm de que um dia serão magoadas/traídas/feridas/ofendidas/pisadas faz com que elas fiquem numa eterna defensiva e numa eterna apreensão sobre uma situação que talvez possa nem mesmo sequer vir a acontecer algum dia.
Com toda sinceridade: espero que as mulheres que acompanharem este post - e aqui se inspirarem - se identifiquem mais com o primeiro caso do que com o segundo. Mas se o seu caso for o segundo, tudo bem: você será bem-vinda do mesmo jeito.

Sendo assim, vou encerrando por aqui para não prolongar demais (e não quebrar o que foi combinado no início do post). No próximo post já irei iniciar com algum relato (pessoal, fictício, exemplificativo, tirados de livros, reportagens, blogs pessoais, etc) que nos dê uma base a mais para aprendermos a nos equilibrar perante situações que normalmente nos desequilibram.

Quem tiver algum relato (ou alguma idéia, sugestão, dica, etc) pode me mandar que eu publico.

Grande beijo para todas vocês!
Carpe Diem!
:-)
POST 2: LEITURAS (LIVROS, ETC) QUE ENSINAM SOBRE "COMPORTAMENTOS E RELACIONAMENTOS" VALEM À PENA?





A resposta é: SIM! Indiscutivelmente!

Mas como tudo nessa vida, a gente tem que saber escolher o produto para que o resultado final valha à pena! Quantas de nós já parou naquela loja de produtos de beleza e comprou (com uma empolgação extrema) aquele shampoo com aquela embalagem linda prometendo que após x semanas de uso o cabelo estaria completamente regenerado, e após meses de uso contínuo ele continuava tão "buxo" quanto antes? E batom então, pior ainda: quantas vezes compramos aquele batom lindo, daquela embalagem linda, daquela cor maravilhosa na foto, e após levarmos ele pra casa nós descobrimos que aquela frase que diz que não devemos olhar o produto pela embalagem é totalmente verdadeira (pois o batom não valia nada, mas só descobrimos isso depois de gastar nosso precioso dinheirinho, um dinheiro que não volta pras suas mãos só porquê você não soube escolher direito!).

Pois é meninas/garotas/mulheres, o mesmo acontece com os livros que ensinam sobre relacionamentos, amor, sexo, comportamento & afins: muitas vezes vemos uma capa linda, comentários na contracapa mais lindos ainda, mas quando o levamos pra casa nós vemos que aquela aquisição (compra) não valeu sequer 1 centavo.

Existem livros bons? Sim, existem! Eu tenho vários! Mas têm que saber procurar! E de vez em quando vocês vão comprar livros que vão ter sido um desperdício total de dinheiro, mas e daí? Isso não quer dizer que nunca mais você deva comprar um livro. Quer dizer apenas que você deve tomar mais cuidado ao comprar o próximo, assim como fazemos todos os dias com nossos batons, nossas roupas, nossos produtos pra cabelos: por mais que a gente quebre a cara, no outro mês a gente vai lá e compra outro (que nunca usamos, mas vamos usar só pra ver se a propaganda sobre ele é verdadeira mesmo). Se não nos rendemos ao primeiro shampoo que nos falha, porquê nós vamos nos render ao primeiro livro que não cumpre o que promete?
Não faça isso! No final, quem vai sair perdendo é você.

Aí vem a outra clássica pergunta: "Mas eles funcionam mesmo? Eles realmente transformam uma mulher sem-sal e insegura em uma mulher sedutora, segura de si e fatal?" - A resposta, novamente, é: SIM, desde que a mulher esteja disposta a querer mudar de verdade! Como eu sei disso? Por experiência própria: vi com meus próprios olhos mulheres que passavam desapercebidas em público se transformarem em mulheres invejáveis e admiráveis (lindas, cultas - afinal cultura não é algo nato, é algo adquirido com o decorrer do tempo -, delicadas, seguras de si, com a auto-estima lá em cima, etc). Sim, EU VI com meus próprios olhos. Ninguém me contou, EU VI! E vi acontecer mais de uma vez. Por causa disso é que eu sei que FUNCIONA SIM, desde que a mulher queira melhorar de verdade (afinal de contas livro nenhum no mundo faz milagres, a gente tem que fazer nossa parte né?).

Na próxima postagem vou colocar a lista de alguns livros que valem a pena, livros que transformaram conhecidas minhas até então comuns e sem sal em mulheres lindas, poderosas e felizes em seus relacionamentos. Livros que valem a pena serem lidos, desde que você se disponha a seguir alguns de seus conselhos. A propósito, antes que eu me esqueça: eu mesma já fui uma dessas mulheres um dia. E hoje sou completamente diferente (pra melhor) e sendo o mais modesta possível sem falsidade nem exagero = 90% das minhas mudanças eu devo graças aos livros que li.
Por isso eu digo e reafirmo = FUNCIONA SIM!

Cumprindo minha promessa de não prolongar demais os posts, vou encerrando por aqui. Na próxima postagem eu entro com a listagem de livros que deveria fazer parte do ciclo de leituras de toda mulher.

Beijos a todas!
Carpe Diem!

(Obs: Não esqueça de deixar seu comentário. - críticas, sugestões, elogios e xingamentos são todos bem-vindos!).
POST 3: LIVROS QUE RECOMENDO




egue abaixo o nome dos livros acima destacados.
(da esquerda para a direita)

Fileira de cima:
1. O Que Toda Mulher Inteligente Deve Saber
2. Não Discuta a Relação
3. Poder Sexual Feminino - Você Sabe Usar o Seu?
4. Porque os Homens se Casam Com as Manipuladoras
5. As 35 Regras Para Conquistar o Homem Perfeito

Fileira de baixo:
6. Pense Como um Homem e Conquiste o Seu
7. Somente para Mulheres
8. Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus
9. Homens Gostam de mulheres que Gostam de si Mesmas



Todos nós conhecemos aquele velho ditado: "Em casa de ferreiro o espeto é de pau". Mas comigo não! Eu não seria injusta de indicar a vocês livros que eu nunca li. Todos os livros que indiquei acima eu não só os tenho na minha casa, como já li mais de uma vez todos eles. Então vamos aos comentários de um a um:

1. O Que Toda Mulher Inteligente Deve Saber = Interessante de se ler. Não tem nada escrito por lá que a gente já não saiba instintivamente. Mas como os instintos femininos costumam falhar frequentemente quando a mulher está apaixonada, essa leitura não fará mal algum. Pelo contrário: irá reforçar algo que no fundo ela já sabe, mas que de vez em quando ela faz questão de esquecer de acordo com sua própria conveniência.

2. Não Discuta a Relação = Pra quem se encontra já num estágio interessante do relacionamento (já namorando ou quase namorando), é interessante ler esse livro porque ele nos mostra os erros que nós, mulheres, cometemos na melhor das intenções (por ex: dizer pro homem coisas como "precisamos conversar"), mas que aos olhos dos homens é decodificado de uma maneira totalmente diferente, e muitas vezes a coisa surtiria um resultado 1.000 vezes melhor se a mulher soubesse usar as palavras certas. Esse livro ensina isso. Vale a pena ler.

3. Poder Sexual Feminino - Você Sabe Usar o Seu? = Apesar da pouca publicidade em torno desse livro, eu o considero um livro curto, grosso e direto no que diz respeito aos pontos essencias que uma mulher deve saber (a respeito dos homens e a respeito de si mesma). Diferença entre sensualidade e vulgaridade, diferença entre segurança e falta de feminilidade, os erros que as mulheres cometem quando conhecem o homem ideal, essas são apenas alguns poucos pontos que o livro destaca. Livro de rápida leitura (letras grandes e muitas páginas sem texto separando um capítulo do outro), eu classificaria esse livro como um tapa inicial para quem quer ter uma base mínima (porém clara e confiável) de como se deve agir perante determinadas situações rotineiras - no que diz respeito a relacionamento entre homem x mulher.

4. Porque os Homens se Casam Com as Manipuladoras = Livro ESPETACULAR! Apesar de nem sempre ser direcionado ao "casamento" em si (afinal existem mulheres que desejam apenas ter um relacionamento saudável e sincero sem pensar por enquanto em casamento etc e tal), esse livro ensina com clareza como uma mulher deve se comportar perante as "graçinhas" que quase todo homem faz durante um determinado período do relacionamento (fica de ligar e não liga, e a mulher fica doida sem saber porquê ele não ligou; se mostra apaixonado num dia, e no outro se mostra frio e indiferente e a mulher fica sem saber como agir; antes do sexo é carinhoso e atencioso, depois do sexo se torna frio e distante e a mulher fica se perguntando se ela fez algo de errado, e por aí vai). Depois de ler esse livro, eu tirei de letra como agir perante essas situações (e acreditem: passei várias vezes por elas. Ainda vou relatar algumas pra vocês) e em todas elas eu me saí com perfeição. E graças a esse livro - que me ensinou a fazer isso. Esse livro ensina a mulher a sair por cima perantes situações constrangedoras que os homens criam (muitas vezes propositalmente), e também ensina às mulheres a delicada arte de conduzir um relacionamento de forma sábia e saudável. Todas as mulheres que conheço que leram esse livro se deram bem. Com vocês não será diferente. RECOMENDO DEMAIS!

5. As 35 Regras Para Conquistar o Homem Perfeito = Este livro foi escrito com base nos métodos que uma mulher (avó da autora) usava no ano de 1917, aproximadamente. Então nem preciso dizer que ao mesmo tempo que existem conselhos interessantíssimos (e realmente existem!), existem também conselhos que aplicá-los nos dias de hoje é sinônimo de fracasso total! Há quase 100 anos atrás as coisas eram um pouco diferentes de hoje em dia. Mas das 35 regras mencionadas no livro (ela vai mostrando gradualmente como uma mulher deve agir para conquistar o homem perfeito - Ex = regra 1: seja uma criatura diferente das outras; regra 2: não encare um homem nem fale demais; etc...) , dessas 35 regras eu tiro - com louvor - pelo menos umas 20 que dá pra usar tranquilamente nos dias de hoje com sucesso garantido! Então eu recomendo, só peço cautela com certas regras que são claramente inviáveis aos homens do século XXI, mas que são claramente compensadas pelas outras regras (excelentes, por sinal) totalmente aplicáveis aos homens de quaisquer épocas - sejam elas quais forem.

6. Pense Como um Homem e Conquiste o Seu = Eu coloco esse livro no mesmíssimo patamar do livro "3. Poder Sexual Feminino": é um livro básico, simples e direto que ensina às mulheres o que elas NÃO devem fazer para afugentar seus futuros pretendentes. Vale a pena ler, principalmente se a mulher for do estilo romântica-excessiva - aquelas que, na melhor das intenções, acham que devem agradar um homem o tempo todo. Compensa ler, nem que seja como complementação daquilo que muitas vezes nós (no fundo) já sabemos.

7. Somente para Mulheres = Esse livro foi escrito por uma mulher, tomando por base os relatos que ela recolheu somente dos homens. Nesse livro ela entrega certos pontos que os homens tentam esconder das mulheres (confessados por eles mesmos, segundo a autora), e alguns desses pontos são: os "medos secretos" deles, o porquê eles olham pra outras mulheres (mesmo que estejam apaixonados pelas atuais), o quê eles procuram numa futura companheira, o que eles pensam sobre a aparência da mulher (simplesmente revelador!), porquê eles se sentem inseguros diante uma mulher poderosa (finalmente as mulheres lindas e bem-sucedidas vão saber porquê elas espantam tanto os homens), dentre outros relatos semelhantes. Eu considero uma leitura importantíssima e primordial a todas as mulheres, pois esse livro nos faz entender certos comportamentos masculinos até então totalmente incompreensíveis aos nossos olhos. RECOMENDO!

8. Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus = Não é à toa que esse livro se tornou um best seller. Ele é o TOP DOS TOPS! Leitura obrigatória a todas as mulheres que desejam compreender as diferenças entre a mente masculinda e a feminina (mais obrigatório do que qualquer outro que eu já li na minha vida!). Após ler esse livro eu deixei de ter "raiva" de certos comportamentos masculinos, pois eu passei a compreender o quê existia de verdade por detrás daquele comportamento. Os homens se comunicam diferentemente das mulheres, e a massacrante maioria das mulheres (inclusive eu, até poucos anos atrás) não sabe disso. Então por não conseguirem usar as palavras iguais a nós, mulheres, os homens muitas vezes demonstram seus sentimentos através de atitudes - que são erroneamente interpretadas pelas mulheres e muitas vezes causa uma tristeza desnecessária a ambas as partes. Livro RECOMENDADÍSSIMO! Todas as mulheres que eu conheci mudaram totalmente (pra melhor) depois que leram. RECOMENDO A TODAS VOCÊS: LEIAM ESTE LIVRO!

9. Homens Gostam de mulheres que Gostam de si Mesmas = Outro livro que RECOMENDO DEMAIS, pois ele ensina as mulheres a trabalharem um ponto que tem sido esquecido por muitas mulheres hoje em dia: a auto-estima! Esse livro ensina as mulheres a se valorizarem para que sejam valorizadas. Ensina por exemplo a diferença entre ceder perante um homem e se rebaixar perante ele, ensina a diferença entre ser apaixonada e ser pegajosa-dependente, ensina porquê tantos homens se mostram apaixonados no início e depois somem sem dar sinal (é porque a mulher muda - pra pior - o comportamento dela no decorrer do relacionamento, e ela faz sem perceber, mas o homem percebe e pula fora rapidinho), dentre outras pérolas super valiosas para todas nós, mulheres. É um dos melhores livros que já li sobre o assunto, e coloco ele na lista de LEITURAS OBRIGATÓRIAS para toda mulher que pretende melhorar ou pretende aprimorar mais ainda suas qualidades. O livro vale cada centavo (e olha que ele nem é tão caro assim)!

Um último livro - que não está na foto porquê está emprestado:
Porquê os Homens Amam as Mulheres Poderosas? = Esse livro é outro que vale a pena demais ser lido. Basicamente falando, ele explica o quê existe por detrás de certas mulheres que conseguem ter os homens todos aos pés delas, mesmo se mostrando (inexplicavelmente) indiferentes e adversas a eles. Não sei quanto a vocês, mas eu conheço várias, algumas até bem "próximas a mim"! Essas mulheres são as que chamamos de "poderosas", e esse livro mostra o quê as torna poderosas perante os homens. E é claro, ensina as mulheres o quê elas devem fazer para se tornarem uma dessas mulheres poderosas. Minha recomendação? = LEIAM-NO! A próxima poderosa da lista pode ser você. E não é papo furado meu não: uma amiga muito próxima a mim era um completo desastre no quesito "relacionamentos", ela só atraía homem vulgar que não valia 1 centavo (falso, traidor, cínico, superficial, etc). Após ler esse livro e após aplicar as técnicas dele, ela passou a atrair homens bonitos, bem-sucedidos, elegantes, educados, discretos, inteligentes... E olha gente, juro por Deus: não é mentira minha não, tá? Isso aconteceu mesmo! Eu vi com meus olhos. Ela teve toda essa transformação apenas seguindo os conselhos desse livro aí. Então eu não poderia deixar de recomendar ele pra vocês, já que eu comprovei que dá resultado mesmo! Sendo assim, EU RECOMENDO! APROVADÍSSIMO!!



Bem, é isso aí gente. Taí uma descrição resumida de cada um, e esses que eu listei acima são os que valem a pena serem lidos. É claro que eu já comprei vários livros que não valeram a pena, mas não vou saber dizer a vocês os nomes deles pois joguei todos fora (não me atreveria a dar eles pra alguma amiga ou coisa do tipo, pois era arriscado ela ficar pior do que antes). Como o espaço é curto e o tempo idem, prefiro preenchê-los com algo que valha a pena ser lido. Sendo assim, deixo aqui minha lista particular de livros que trazem resultados positivos  -comprovados não só por mim mesma, mas também por várias outras amigas minhas que se transformaram por completo após lerem alguns destes livros.


Sendo assim, finalizo por aqui.
Grande beijo a todas vocês, e até a próxima postagem.
Carpe Diem!
POST 4: COMO AGIR QUANDO O ASSUNTO É "TRAIÇÃO".




A resposta é: SAINDO POR CIMA!

 

Aí as mulheres podem ler essa frase e se perguntarem: "Mas como eu farei isso?" - Calma, eu vou explicar como. E em detalhes! - Só uma observação: Mais uma vez falo e reafirmo = tudo que eu posto aqui são fatos e experiências testadas e comprovadas! (Obs: Por uma boa causa, fiz esse post bem grande)



Vamos agora à situação em si: um homem e uma mulher (sejam eles ficantes, namorados, amasiados, casados, seja o que for) começam a conversar sobre o tão polêmico assunto chamado "traição". Geralmente a cena é previsível: ambos afirmam que são fiéis e prometem jamais trairem um ao outro. Aí surge (seja por parte do homem ou da mulher) o velho papo de que "não existe homem fiel". Aí a cena é novamente previsível: o homem demonstrando segurança e firmeza, e a mulher demonstrando aquela pontinha de insegurança. De um lado, o homem olha pra mulher com aquele olhar de "eu juro que não vou te trair, mas se um dia bater a fraqueza e eu pular a cerca eu prometo que nunca vou deixar você saber". Do outro lado, a mulher olha pro homem com aquele olhar de "eu sei que você afirma que jamais irá me trair. Mas eu aprendi que todo homem trai, e se um dia você quiser me trair você vai trair e eu tenho certeza que jamais vou ficar sabendo." - Aí ficam ambos com aqueles olhares incertos como se um pudesse ler os pensamentos do outro. Um olhar que vale por mil palavras mas que na sua pura e total essência não pode ser modificado por palavra nenhuma.
Essa é uma cena típica que eu já presenciei dezenas de vezes na minha vida e tenho certeza que vocês também. O homem seguro de lá e a mulher insegura de cá.


E existem casos piores, que vão mais além disso. Existem casos que o homem (numa crise de sinceridade - ou de falta de respeito perante sua companheira, depende do ponto de vista) fala com todas as letras na cara da mulher algo como "...eu não pretendo te trair jamais, mas sinceramente se um dia eu tivesse a oportunidade de te trair e você nunca ficar sabendo, eu não sei se eu resistiria...". - Algumas mulheres podem achar legal da parte do cara dizer isso, outras podem achar absurdo. Eu particularmente achei absurdo. Sim, achei! Pois isso aconteceu comigo! Eu ouvi isso de um ex-namorado meu, um homem lindíssimo (protótipo: loiro natural, olhos verdes, etc etc), aquele tipo de homem que consegue ter a mulher que quiser. Acho que o excesso de segurança (ou o egocentrismo dele) o fez dizer isso na minha cara sem se preocupar com meus sentimentos. Isso tem quase dez anos mas eu me lembro como se fosse ontem. A hora que ele falou isso eu fiquei chocada. Mas não demonstrei. Eu estava num dia muito bom, e estava particularmente iluminada nesse dia! Eu respirei calmamente e não falei nada nem mudei minha expressão facial. Ele estranhou meu silêncio (eu percebi) e me questionou:
"...fulana, tá tudo bem? Eu não quero que você fique magoada, eu só quero que você entenda que homens são diferentes de mulheres, se você fosse homem você entenderia. Eu poderia mentir pra você mas prefiro ser sincero." 
Eu respondi: "Ok." 
Aí ele falou: "E você? O que você faria se tivesse a oportunidade de me trair?"
Aí que baixou a luz em mim (vinda de outro planeta, eu acho) e eu dei a resposta mais espetacular que eu poderia ter dado num momento desses. Eu respondi:
"Olha fulano, nós mulheres temos uma espécie de um sexto sentido. E esse sexto sentido faz a gente SENTIR quando tem algo errado com nosso companheiro. A gente pode fazer vista grossa, a gente pode tapar o sol com a peneira, a gente pode se fazer de cega, mas a gente SABE quando nosso companheiro está nos traindo. O homem fica diferente. E a mulher instintivamente SABE que quando isso acontece, é pq existe outra na vida dele."
Aí ele falou: "Tá, e daí?"
Eu respondi: "E daí que se um dia você me traísse, eu saberia que você me traiu. Por mais que você quisesse ou tentasse disfarçar, eu saberia! E se isso acontecesse, se você me traisse, eu não falaria nada com você nem mudaria em nada meu comportamento. Só que a partir desse dia eu iria te trair todas as vezes que eu tivesse oportunidade. E acredite: pra nós mulheres, trair é a coisa mais fácil do mundo. Tem homens dando em cima de nós o tempo todo em todos os lugares. E quando eu te traísse, eu não ía trair só de dar beijinhos não: eu ía te trair de ir pra cama mesmo com os homens e tudo mais. E você jamais iria saber. E eu te trairia inclusive com amigos seus. Eu ía levar meu nome pra lama, mas o seu ía vir junto."
Em meses de namoro, foi a única vez que eu vi ele ficar nervoso. Ele (irritadíssimo) falou: "Retira agora isso que você disse!"
Eu respondi: "Eu não posso retirar, pois é o que eu vou fazer se um dia você me trair."
Ele respondeu: "Tô falando sério, retira isso que você disse agora!"
Eu respondi (sem me exaltar): "Não posso retirar, desculpe."
Ele falou: "Você não entende. Homens e mulheres têm necessidades diferentes..."
Quando ele falou isso eu interrompi ele e falei: "Não, é você quem não está entendendo. Pra mim isso não importa. Eu já tive vários homens muito mais bonitos que você dando em cima de mim. Eu dispensei todos eles em respeito a você. O dia que você não me respeitar mais, eu não te respeito mais. Vou me deitar com todos eles sem remorso algum."



Ah, detalhe importante: nessa hora eles tendem a dramatizar invertendo a situação a favor deles e te pondo como "ruim da história". O segredo é não render papo nem responder às provocações dele. Quando ele começar a insistir demais, responda: "Fulano, essa é minha posição final e eu não vou mudar!".



Voltando à cena: nessa hora ele quase começou a chorar. Ficou com o rosto vermelho. Aí ele retirou tudo o que ele havia falado, disse que jamais me trairia, que dava a palavra de honra dele mas que era pra eu prometer que eu também jamais faria aquilo. Eu respondi: "prometo a você que eu vou ser com você o que você for comigo. Seja fiel comigo e eu serei fiel a você. Quebre minha confiança e eu farei muito pior com você, pois minha gama de escolhas são muito maiores do que as suas." 
No decorrer da conversa ele me pediu pelo amor de Deus pra tirar essa idéia da cabeça, e quanto mais ele pedia mais eu reforçava. A conversa terminou comigo mantendo esse ponto de vista (e ele desesperado sem saber o que fazer). Pouco tempo depois nós terminamos (não por causa disso, mas sim porque o sentimento virou "amizade"). Mas eu fiquei com aquilo na minha cabeça: o desespero dele, praticamente lacrimejando, jurando de pé junto que não me trairia, e aquilo me deixou cismada.
Anos depois (uns 2 anos) ele veio até minha casa todo "amigão", tipo atencioso falando coisas como "senti saudades de você, quanto tempo, blabla". Tudo bem. Aí num determinado momento, eis que ele me volta com esse assunto.
Ele falou: "Fulana, lembra quando a gente teve aquela conversa da traição?" 
Eu respondi: "Sim, lembro. Pq?"
Ele: "Eu queria que você soubesse que depois daquela conversa até o dia que nós terminamos, eu nunca te traí. Tive oportunidades mas não traí. Você acredita em mim?"
Eu: "Porque disso agora?"
Ele: "Porque às vezes você pode ter achado que eu te traí, e pode ter me traido achando que eu te traí. Você me traiu alguma vez?"
Eu: "Pergunte a você mesmo. Se você já tiver me traido, a resposta é sim. Se você nunca me traiu, a resposta é não."
Ele ficou vermelho de novo. E eu não respondi, deixei ele na dúvida.
Ele foi embora e reapareceu 6 meses depois com o mesmo papo. Aí que eu vi o quanto aquilo mexeu com a cabeça dele. E eu começei a recomendar minhas amigas para que elas fizessem o mesmo com seus namorados/ficantes/maridos/companheiros, e todas elas que fizeram isso tiveram um enorme sucesso após a conversa. Uma delas tinha um companheiro que a traia (e ela sabia disso) e após a conversa ele não traiu ela mais. Ficou com medo de trair e levar o troco.

Tempos depois eu resolvi fazer um teste. Durante um ano eu selecionei todos os meus conhecidos (todos homens), selecionei os mais bonitos, populares, bem-sucedidos e inteligentes e fiz essa pergunta a eles. Perguntei como eles reagiriam se uma mulher dissesse isso pra eles. Lancei essa pergunta a eles. De todos que eu perguntei, só 1 ou 2 que não reagiram com agressividade. Todo o resto ficou nitidamente nervoso (nervos de BRAVO mesmo, indignados e tudo mais!). Um deles ficou super agressivo! Alterou a voz comigo, me apontou o dedo na cara e falou "...numa boa fulana, se você sair ensinando isso pra alguma mulher minha você pode se considerar com um amigo a menos!" - O outro falou "...se uma mulher me falasse isso eu nunca mais ía dormir em paz, mesmo que eu não tivesse feito nada." - O outro falou "A mulher que falar isso pra um homem vai ter o cara na palma da mão pro resto da vida!" - Um outro (que eu acho que é gay) me perguntou quem é que tinha me ensinado isso, pois segundo ele essa idéia era tão original que só poderia ter saido da cabeça de um homem. Ele não acreditou que saiu da minha cabeça!

Em resumo = TODOS, todos mesmo, ficaram DESESPERADOS com a possibilidade de uma mulher falar isso pra eles um dia. Afinal, dentre ser fiel e ser desmoralizado, o homem prefere ser fiel (pra não correr o risco de ser desmoralizado, pois traição é algo que o homem suporta fazer mas não suporta que façam com ele). A grande maioria dos homens são movidos pelo ego e pelo orgulho, e quando uma mulher aprende a mexer nesse ego/orgulho deles, eles ficam sem chão!

Se uma mulher falar isso pra um homem, toda vez que ele quiser pular a cerda ele vai ficar pensando no que a mulher vai fazer com ele de volta caso ela venha a descobrir. Ele vai ficar imaginando ela fazendo sexo com outro, gozando com outro, e o pior: vai imaginar ela fazendo tudo isso sem sentir remorso algum. E pior ainda: ele vai saber que foi ELE MESMO quem causou essa situação, pois ela já havia dito a ele que se ele a traisse, ela o trairia de volta. Esse "medo" faz com que a traição (que o homem pretende fazer) não tenha o mesmo gostinho daquela outra traição normal (que deixaria a mulher confusa, insegura, carente e desesperada caso ela viesse a descobrir um dia). O homem sabe que se ele for descoberto ele vai ser retribuido na mesma moeda, e ele sabe que a mulher não vai demonstrar (ou seja: se ele trair a mulher ele nunca vai saber se ele tá levando chifre de volta ou não). Então é nessa hora que o orgulho dele dá o grito e ele prefere (na maioria das vezes) "não arriscar" pois se o tiro sair pela culatra o pior prejudicado no final vai ser ele mesmo.

Após essa minha "descoberta", eu passei a ensinar isso pra todas as minhas amigas. Uma delas salvou o casamento após conversar isso com o marido que estava sacaneando ela (apesar que ao meu ver teria sido melhor ela ter separado dele!). Esse marido, que até então se aproveitava covardemente da insegurança da esposa, passou a comer na mão dela após ela deixar claro que se ele a traísse ela o trairia de volta e ele nunca viria a saber. Nunca mais ele saiu de casa sem ela.



♥

No final de tudo, cheguei a algumas conclusões:


1ª conclusão: após ouvir isso de uma mulher, o homem se desespera mesmo sem ter culpa no cartório. Ele fica com medo de "levar chifre" sem ter dado motivos pra isso;

2ª conclusão: o gostinho que o homem sente ao trair uma mulher que espera fidelidade dele, não é o mesmo gostinho que ele sente ao trair uma mulher que tem cartas (contra ele) guardadas na manga caso ele venha a fazer isso um dia.

3ª conclusão: após ouvir isso de uma mulher (desde que a mulher seja firme!) o homem dificilmente irá traí-la. Mas ele não será fiel pensando nela ou nos sentimentos dela: ele será fiel pensando nas consequências que ELE MESMO poderá sofrer caso ele seja infiel. É duro dizer isso, mas é a mais pura verdade! Ele será fiel pensando não na mulher, mas sim nele mesmo.

4ª conclusão: após ouvir isso de uma mulher, os homens desenvolvem uma paixão e um respeito pela mulher muito maior do que eles tinham antes. Os motivos disso a gente nem precisa debater, né?

5ª conclusão: após ouvir isso de uma mulher, os homens passam a dar satisfações pra elas o tempo todo, mesmo sem elas pedirem. Foi assim comigo e foi assim com todas as minhas amigas que aplicaram esse método.

6ª conclusão: o homem se torna extremamente inseguro. Mesmo sem estar fazendo nada de errado, ele fica inseguro do mesmo jeito. Fica mais sensível que o normal, afoba por qualquer coisa, e por aí vai.

7ª conclusão: na hora de falar isso com o homem, a mulher tem que falar numa boa, com o máximo de tranquilidade e serenidade possíveis. A mulher NÃO PODE FALAR EM TOM DE AMEAÇA, senão o feitiço pode reverter contra ela mesma. Ela tem que falar sutilmente, pois a intenção não é ameaçar o homem amado, e sim fazê-lo entender que você não irá ficar de braços cruzados caso venha a ser desrespeitada. E que o sucesso ou o fracasso da relação estão inteiramente nas mãos dele. Lave suas mãos, porém com discrição e delicadeza.

8ª conclusão: não importa se o homem é gente-boa ou canalha. Homem é homem, e a natureza deles é propensa à traição (disso todas nos sabemos, infelizmente). Por mais gente fina que seu homem seja, não fique com dó de fazer essa "negociação" com ele. Pois esteja certa: ele não terá dó nenhuma de você se ele for te trair um dia.

8ª e última conclusão: todo mundo que eu conheço que usou esse método se deu bem. Então isso significa que o negócio funciona! E se funciona, então esse é de longe o melhor motivo pra gente usar sempre que precisar!







Eu vi relacionamentos destroçados voltarem à ativa. Eu vi marido e mulher praticamente separados voltarem a ficar juntos. Eu vi homens incapazes de respeitar suas mulher passando a respeitá-las incondicionalmente. Eu vi namorados egocêntricos e abusados se transformarem em namorados fiéis e inseguros (sim: inseguros!). Vi tudo isso acontecendo apenas após essas mulheres terem tido esse diálogo com seus homens. E elas sempre o faziam de uma forma sutil e delicada (pois o objetivo NÃO é ameaçá-lo, e sim fazer com que ele a respeite). 

Eu e todas as minhas conhecidas falamos pra valer mesmo: se eles nos traissem, a gente trairia de volta. E trairíamos mesmo, sem dó nenhuma! Por outro lado, cada um é cada um: se você teria coragem de trair seu companheiro de volta ou não, isso é totalmente pessoal. Só você sabe, e sua decisão precisa ser respeitada (seja ela qual for). Mas para ele, para o seu companheiro, você precisa DEIXAR CLARO que você irá trair SIM, se ele te trair primeiro. Mesmo que no seu íntimo isso não seja verdade.
Jamais se esqueça disso. Ok?

O segredo não é bater de frente agressivamente. Sempre que a mulher faz isso ela se dá mal! O segredo é mostrar a eles, sutilmente, que sair por cima é a sua especialidade. E que se ele fizer por merecer ele vai ter que arcar com as consequências. Por outro lado se ele não fizer nada errado, tudo serão flores. Está tudo nas mãos dele. Depende somente dele. O segredo é deixar isso bem claro pra ele!


A todas as minhas amigas que eu ensinei isso, o resultado foi totalmente positivo. Espero que seja igualmente positivo a todas vocês que lerem este post. Espero de coração que seja o mais positivo possível. E lembrem-se: não devemos amar ninguém mais do que a nós mesmas. Se você não se respeitar, ninguém mais o fará.
Faça sua parte: respeite-se!


Grande beijo para todas vocês, e até o próximo post.
Carpe Diem.
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POST 5: RECUPERANDO O RESPEITO DO NAMORADO




Como agir quando ele começa a desrespeitar os compromissos que vocês têm em comum.
(Amigas, esse caso é verídico ok?)


Mesmo sendo mulher, eu costumava me perguntar às vezes: afinal de contas, por que raios nós mulheres temos mania de achar que nossos gritos e nossa histeria vão resolver alguma coisa quando o assunto é "pisada na bola por parte dos homens"? A gente grita, xinga, dá xilique, desce do salto, e o homem fica lá, impecavelmente controlado, e nós ficamos ali posando de loucas-histéricas que se irritam por "qualquer coisinha á toa" (aos olhos dos homens, os deslizes que eles cometem conosco não são nada mais do que isso).

Após esse dilema (porquê fazemos isso) eu comecei a pensar no assunto. E comecei a ler, pesquisar, assistir programas, e comecei a me inteirar a respeito desse choque de Universos (Masculino vs Feminino). E foi justo nessa época que, coincidentemente, uma amiga minha (que estava prestes a se casar) me procurou aos prantos.

Essa minha amiga era uma das mulheres mais bonitas que eu tinha contato. Pele muito branca, perfeita, olhos muito claros (descendente de estrangeiros), cabelos muito lisos (naturais), corpo magro e torneado (parecia modelo, inclusive já foi convidada para tal), muito educada (veio de família) e muito culta (lia muito, estudava muito). E eis que esse mulherão me aparece na minha casa um belo dia (sem avisar) chorando por causa das pisadas na bola do seu namorado: um homem de aparência normal, comportamento levemente tapado-lerdo, sem nenhum atributo especial, não era muito inteligente, não era bem-sucedido, não era bonito, não era nada! Mas se sentia no direito de fazer hora com a cara da namorada, um mulherão que todos os amigos dele tentaram "pegar" e não conseguiram, mas ele foi lá e conseguiu. E só Deus sabe porquê, ao invés de dar valor a isso (pois ela estava decidida a casar com ele e tudo mais) ele decidiu fazer graçinhas e pisar na bola com ela direto, como se ele no fundo soubesse (ou achasse) que ela estava na palma da mão dele.

Atendi o portão e me deparei com ela chorando. Assustei! Eu a conhecia fazia anos, e nunca havia visto ela chorar. Convidei-a a entrar e fomos direto pro meu quarto. Tranquei a porta e fui curta e grossa, perguntei logo o que havia acontecido. Ela me disse que não estava aguentando mais o comportamento do namorado. Que ela não sabia porquê ele estava fazendo aquelas coisas, mas que ela simplesmente não sabia mais o que fazer.

Eu perguntei a ela: "...do quê você está falando exatamente? O que ele fez?..." 
Aí ela me contou a palhaçada: todo final de semana, ela combinava de sair com ele (como todo casal faz nos finais de semana). Ele prometia a ela que estaria em casa às 20:00 hs. Ela se arrumava toda, passava perfume importado, arrumava o cabelo, se maquiava, e 20:00 hs ela já estava pronta esperando-o na sala da casa dela. Aí passava meia hora, uma hora, duas horas e ele não chegava. Ela ligava, ele não atendia. Quase três horas depois ele aparecia suado, cheirando a cerveja, todo animado e feliz dizendo que estava jogando uma pelada com os amigos, e quando ela questionava sobre o horário atrasado e a falta de consideração dele em não ter ligado, ele respondia no máximo "...foi mal aê". Ela ficava mal, às vezes chorava, e ele sem demonstrar sentimento algum. Ela pedia ele pra no próximo fim de semana ele aparecer no horário, e ele fazia exatamente a mesma coisa: chegava horas depois suado, sem se arrumar e fedendo a cerveja. Um dia ela tentou conversar com ele pra eles chegarem a um acordo sobre aquilo, e ele falou pra ela algo como "...ihhhh, vai começar?? Vocês mulheres são histéricas demais, vai começar a chorar por causa de uma bobeirinha dessas?..." - Ele falava isso quase que com um ar de cinismo, segundo ela. E foi num desses dias que ela perdeu a paciência e baixou aqui em casa.
Ela me disse "...eu não sei porquê ele faz isso comigo. Ele sabe que eu gosto dele, ele sabe que eu respeito ele, ele sabe que eu faço minha parte, porquê ele tá fazendo essa sacanagem comigo, me desrespeitando desse jeito sem eu dar motivos?" 
Aí eu respondi: "É porquê ele tá vendo que ele pode fazer! Ele sabe que você gosta dele, ele sabe que você respeita ele, pra ele ficou tudo fácil demais. Ele, em partes, perdeu o respeito por você. É isso que tá acontecendo. Ele acomodou."

Aí que ela disparou a chorar mesmo. E mesmo sem me pedir, eu vi que ela precisava desesperadamente de algum conselho. Era pra isso que ela tinha vindo aqui em casa. Aí eu virei pra ela e falei que eu tinha um plano, mas que ela precisava fazer exatamente o que eu ía dizer. Ela disse que faria sem nem questionar, pois ela confiava em mim.
Aí eu falei pra ela: "Fulana, você vai fazer o seguinte: no próximo sábado você vai combinar de sair com ele normalmente. Você não vai tocar no assunto das pisadas de bola que ele deu com você. Você não vai nem mencionar isso. Mas você vai dizer a ele com o máximo de calma e firmeza do mundo = '...amor, eu vou estar te esperando arrumada às oito horas da noite. Se der oito e um e você não aparecer, eu vou sair. E eu não vou dizer pra onde eu vou, nem que horas eu vou voltar. Eu vou simplesmente sair."
Aí ela me falou: "Eu já sei o que ele vai dizer se eu falar isso. Ele vai começar a discutir comigo, brigar, vai falar que eu tô começando de novo com aquele papo histérico..."
Eu interrompi ela e falei: "Quando ele começar a falar, você vai cortar ele no meio e vai dizer:  '...amor, essa é minha posição final. Eu não vou discutir com você por causa disso. Estou te esperando às oito horas, ok?"
E eu falei a ela que qualquer coisa que ele dissesse, que era pra ela responder sempre a mesma coisa: "... não vou discutir com você. Minha posição já foi dada, te espero aqui às oito.".
Aí ela falou: "Ele só vai chegar lá pras dez e meia, como ele sempre faz."
Aí eu respondi pra ela: "Você vai se arrumar de verdade, vai estar pronta de verdade ás oito da noite, e se der oito e um e ele não aparecer, você vai despedir da sua família, você VAI SAIR, vai vir aqui pra casa e vai ficar aqui até uma da manhã. Quando for uma da manhã a gente chama um táxi e você volta pra casa. Provavelmente ele vai estar lá te esperando, e vai ameaçar dar um escândalo quando você chegar. Se isso acontecer, vire pra ele com o máximo de calma possível e fale:  '...amor, eu te disse que se você não estivesse aqui ás oito eu iria sair do mesmo jeito. Eu saí, oras!' - E quando ele te questionar aonde você foi, você vai responder:  '...amor, eu te disse que não ía falar aonde eu ía nem que horas eu ía voltar. Eu cumpro com minhas promessas, eu não vou te falar aonde eu fui e nem com quem eu estava'... - Se ele começar a dar crises histéricas (e ele vai dar!) você vai responder calmamente:  '...amor, chega né? Por favor...' - e vai erguer sua cabeça, vai pedir licença a ele dizendo que precisa tirar a maquiagem e trocar de roupa, vai tirar a maquiagem, vai trocar de roupa, e vai se sentar com ele normalmente e NÃO VAI MAIS TOCAR NO ASSUNTO. Se ele insistir em falar do assunto, você vai dizer a ele que você está muito cansada e que você quer dormir, e que vocês se falam amanhã. E vai dispensar ele."

Ela me disse que precisaria ser forte pra fazer isso. Eu falei pra ela que eu dava minha palavra de amiga que ela não iria se arrepender. Ela parou de chorar, me agradeceu, disse que faria isso sim e foi embora. Uma semana depois ela me liga (no sábado) dizendo:
"...amiga, são oito e um. Posso ir pra sua casa?" (ou seja, havia acontecido o esperado) 
Eu respondi: "Lógico! Tô te esperando!" 
E ela veio. Quando foi uma da manhã ela foi embora. Duas semanas depois ela me procurou dizendo o mega-efeito que nosso plano havia surtido. Ela fez tudo que eu aconselhei ela a fazer, e o resultado saiu muito melhor do que o esperado. Ele deu as crises de ciúmes (exatamente como a gente havia previsto), tentou inverter a situação a favor dele e ela o ignorou. No final ele ficou como o "histérico" da situação e ela como a "controlada" da história. E ela disse que na semana posterior ele chegou na casa dela sete e meia da noite ao invés de oito, e que ele havia mudado radicalmente o comportamento dele com ela (pra melhor, claro).

Depois disso ficamos meses sem nos falar (trabalho e faculdade apertaram nossos horários). Aí nos encontramos novamente uns 3 meses depois. E ela veio me contar a mudança espetacular que ele havia tido, ela me disse que ele nunca mais fez esse tipo de graçinha com ela, e que ele até passou a respeitá-la de uma forma que ele não fazia antes. Passou a dar satisfações pra ela de tudo que ele fazia, e passou a pedir permissão pra ela antes de fazer as coisas (por ex: perguntava a ela se tinha problema ele ir jogar futebol com os amigos). Ela me agradeceu até dizer chega (fiquei toda feliz) e ela me disse que depois daquilo ela compreendeu o quanto a própria mulher influencia o comportamento do homem (mesmo sem perceber). E que ela havia entendido o quão importante é a mulher saber se impor com delicadeza e sutilidade. E que ela estava segura de si como nunca havia ficado antes. E me pediu outros conselhos, e eu dei. E fiquei muito feliz em ver que tudo terminou bem.



♥

Amigas, qual lição que podemos tirar desse caso? A lição que tiramos é a seguinte: Ao contrário do que muitas mulheres insistem em acreditar (ingenuamente), a verdade é que quando um homem pisa na bola conosco, ele SABE que está pisando na bola. Sim amigas, ele SABE disso!

Aí as mulheres se perguntam: "...mas porquê eles fazem isso?"
Aí eu respondo: Por dezenas de motivos. Pode ser por pura sacanagem, por cinismo, por hipocrisia, por ser porque o cara é lerdo, pode ser porque ele é mau-caráter e gosta de ver as pessoas sofrerem por causa dele, pode ser somente pra testar a mulher, pode ser porque estão se sentindo seguros demais e devido a isso eles não valorizam mais a mulher igual antes, pode ser pra esnobar a mulher perante os amigos, existem mil razões. Mas a razão que os leva a fazer isso não faz muita diferença no resultado final, vez que a razão (seja ela qual for) não minimiza os estragos emocionais que uma mulher sofre quando é submetida a esse tipo de comportamento.

A questão não é "porquê ele faz isso", e sim "o que eu posso fazer para evitar que ele faça isso comigo?". E é nessa hora que a mulher precisa ter em mente uma bela dosagem de frieza e calculismo, mesclada ao velho amor-próprio (que nunca pode faltar) juntamente com um excelente jogo de cintura para se sobressair perante as provocações disfarçadas que eles sempre fazem (para tentar convencer a mulher que ela está histérica à toa, que o que eles fizeram não foi "nada demais"). Cada caso é um caso, mas esse caso que eu mencionei acima é um perfeito exemplo de como uma mulher deve se comportar perante uma situação dessas. E desse exemplo podemos tirar vários outros exemplos que podem ser usados em situações diferentes porém com o mesmo contexto final (o homem pisando na bola, e a mulher sem saber o que fazer).


Amigas, espero que tenham gostado de mais esse caso (100% real), que de uma forma ou outra acaba nos dando várias idéias de como lidar com as graçinhas que os homens nos aprontam de vez em quando.


Até o próximo post.
Super beijo para todas vocês,
Carpe Diem!