Ao invés disso, erga a cabeça e diga a si mesma: "Nesse mesmo buraco eu não caio nunca mais!"
É imensa a quantidade de mulheres que se martirizam por causa de erros grotescos que elas cometeram em seus passados. Sejam falhas antigas ou falhas mais atuais, a verdade é: existem falhas que nos saem caro! Seja no sentido emocional, evolutivo, financeiro, seja qual for, a mais pura verdade é que tem falhas que nos saem muito, mas muito caro mesmo! Pessoas tem relacionamentos maravilhosos completamente destruídos em decorrência de falhas bobas! Pessoas perdem suas vidas por falhas bobas. Mulheres perdem seus queridos e amados filhos porque cometeram falhas bobas com eles (vi uma vez num hospital uma mulher jovem e bonita berrando desesperada no meio do corredor, chorando descontrolada berrando e dizendo "...matei meu filhooooo, matei meu filhooo..." - ela tinha um neném recém-nascido e deitou o neném após amamentar. Ele ainda não tinha gofado. Ela precisou sair de perto por causa de telefone, campainha ou algo do tipo. Resultado = quando ela voltou, ela viu que o neném dela havia gofado e sufocado no próprio... e estava morto!), pessoas perdem dinheiro porque cometeram falhas bobas, e a coisa é disso pra pior!
Ontem eu levei um prejuízo de praticamente mil reais porquê deixei de assinar um papel que eu deveria ter assinado mas esqueci de assinar. Na hora eu corri pro banheiro mais próximo, chorei, chorei e chorei. Depois de alguns minutos, saí do banheiro e lavei/enxuguei o rosto. Duas horas depois eu ainda estava estagnada (choque emocional) por saber que um dinheiro que eu precisava DESESPERADAMENTE ter em mãos tinha simplesmente voado ao ar por causa de uma falha minha. Meu coração apertou de tanta dor. Tive vontade de chorar de novo mas me segurei. Passou mais 1 hora, eu continuei estagnada. Após essa hora, eu falei pra mim mesma: "Agora chega! A m*rda já tá feita, nada do que eu fizer vai mudar isso, então agora eu preciso correr atrás de uma solução pra consertar o estrago que eu fiz." - E na mesma hora peguei um papel e uma caneta e começei a traçar vários planos do quê eu deveria fazer pra reverter aquela situação. À noite tive enxaquecas fortíssimas (de preocupação - algo que não conseguimos evitar enquanto o problema não se resolve!), e hoje ao meio-dia o problema já estava "praticamente" resolvido (após eu ter corrido atrás durante horas a fio, exatamente como eu havia traçado no meu plano - escrito no papel).
Ontem à noite eu ainda estava triste, chocada, me sentindo culpada... mas eu estava ciente que o estrago já estava feito, e que nada iria mudar isso. E estava ciente também que eu deveria deixar meus erros no passado e focar no meu presente para não cometer esses mesmos erros novamente no futuro. E foi o que eu fiz. E felizmente, em menos de 24 horas, meu esforço foi recompensado.
♥
Às vezes eu fico pensando nas milhares de mulheres que estão, nesse exato momento, se martirizando excessivamente por algo que elas não podem mais mudar. Sofrer é normal, faz parte. A gente sofre mesmo, sente remorso mesmo, sente arrependimento, sente culpa... mas chega uma hora que é preciso reerguer a cabeça e seguir adiante. E é preciso saber dosar esses momentos: o momento de se culpar, e o momento de reagir.
Ps: é claro que existem "casos e casos". Uma pessoa - por exemplo - que acabou de perder a mãe, ou uma pessoa de imagem imaculada que acabou de ter suas fotos íntimas publicadas na internet por um ex-namorado sacana, ou alguém que acabou de perder um emprego bom porque foi vítima de uma armação e não teve como provar sua inocência (e ainda saiu como "o ruim da história" no final de tudo); uma mulher que foi violentada (estupro) e teve todos seus sonhos destruídos ao engravidar do estuprador (pois ao mesmo tempo que a criança não tem culpa, a mulher - que foi a maior vítima de tudo isso - também não tem culpa. A questão aqui não é quem tem culpa ou não - pois culpa nenhuma das duas tem, e vítima as duas são!- a questão aqui é: quem serámais e quem será menos prejudicado nessa história toda): existem casos que uma pessoa pode levar meses ou até mesmo anos pra se recuperar. E existem casos que a pessoa não se recupera nunca mais! Pessoas que sofreram DEMAIS e passaram a carregar ressentimentos eternos dentro do coração, são pessoas que "sofreram demais". Só quem sente a dor é que sabe o impacto que ela causa. Quando a situação beira o insuportável (insuportável de se superar), eu nem opino pois eu sei que é um caso muito delicado de se lidar com ele. Agora quando a situação é mais cotidiana, quando é aquele tipo de coisa que todo mundo um dia já passou (e conseguir superar na boa), então nesses casos eu me atrevo a dizer que se você QUISER você supera também. Mas pra isso você precisa ter força de vontade, e precisa saber a hora de parar de sofrer e a hora de começar a agir.
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Sempre que eu me martirizo demais porque dei bobeira num bom relacionamento, ou porque perdi dinheiro, ou porque repeti um semestre da faculdade (quando eu fazia faculdade - pois hoje já sou formada), ou quando não estudei o suficiente pra um determinado concurso X, sempre que eu me martirizo por causa de uma dessas coisas eu me lembro de várias outras coisas:
• Eu me lembro daquele homem de 60 anos de idade que mora embaixo de um viadulto aos pés da Via Expressa em Belo Horizonte: um homem que um dia teve alguma coisa - por mínima que fosse - e que perdeu tudo, ficando apenas com uma caixa de papelão pra dormir e com as roupas do corpo pra vestir. E eu fico pensando: o que é uma quantia de dinheiro perdida, perto de pessoas que não tem aonde dormir nem o que comer? Não é nada...
• Eu me lembro daquela filha única que enterrou a mãe recentemente, uma mãe que era tudo na vida dela e que agora não é mais nada (pelo menos no plano físico). Fico pensando: o quê é um semestre de faculdade perdido, comparado à cena de ver descer dentro dum caixão a pessoa que você mais amou nesse mundo? Não é nada...
• Eu me lembro daquela mulher que tinha milhões de planos futuros, e teve seus planos todos destruídos por um homem desconhecido que se sentiu no direito de violar sua integridade sexual sem sua permissão. Fico pensando nessas mulheres, quando engravidam (e quando não abortam - por não serem a favor ou por não conseguirem realizar o procedimento), quando elas vêem suas barrigas crescendo e sabem que o seu futuro não será mais o mesmo, e o pior: sabem que elas não fizeram nada pra merecer aquilo, sabem que elas não tem culpa nenhuma daquilo, sabem que elas são tão vítimas daquela situação quanto aquele feto que ela carrega na barriga. Fico pensando: o que é um bom relacionamento destruído, perto de uma situação dessas? Não é nada!
Eu não penso nisso como uma forma de usar a desgraça alheia pra justificar a ausência de razão na minha suposta infelicidade. Eu uso esses exemplos, essas lembranças (tudo isso que eu relatei são casos reais que eu vi na TV ou em jornais), justamente para deixar claro pra mim mesma (e pra quem mais quiser ouvir) que nós não devemos esperar a infelicidade bater à nossa porta para nós darmos valor às coisas positivas que nós temos na nossa vida HOJE! Muitas vezes a dor dessas pessoas não ameniza nossa dor, pois cruz cada um carrega a sua, mas elas servem pra nos mostrar como muitas vezes nós somos injustos para com nós mesmos, buscando por uma felicidade que no fundo nunca deixou de estar presente em nossas vidas.
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"Eu era feliz e não sabia". → É triste quando chegamos a essa conclusão tarde demais. Chegar ou não tardiamente a essa conclusão depende somente de nós.
Sendo assim, deixo aqui meu recado de hoje.
Um grande abraço/beijo a todas, e até a próxima postagem.
Carpe Diem.

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