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domingo, 19 de agosto de 2012

POST 24: QUER COLHER ROSAS? ENTÃO PLANTE ROSAS. NADA ALÉM DE ROSAS...




Amizades e relacionamentos em eterna desarmonia são uma doença sem cura.


Assim como as doenças sem cura (daquelas que a gente toma remédios e providencia precauções a vida inteira, tudo isso na busca por uma cura que jamais irá acontecer), as amizades e os relacionamentos "sem cura" sofrem do mesmo mal: ambos são administrados por pessoas que esperam deles algo que eles jamais poderão oferecer: uma cura total e completa.

Exemplos:
• Uma mulher que apanha do marido hoje e acha que "amanhã será diferente". Acha que ele só bateu nela hoje porque estava nervoso, mas que ele não é assim no dia-a-dia e que inclusive ele está muito arrependido e prometeu que jamais fará aquilo novamente.
• Uma mulher que tem uma amiga invejosa e acha que amanhã ela irá mudar. Ou que tem uma amiga má e acha que com o tempo ela irá ficar "boa" (de coração), pois ela não é má de propósito, ela é má porque a vida foi muito dura com ela e ela não encontrou outra maneira de sobreviver senão esta que ela usa agora. Mas que ela entendeu que ela está errada em ser assim (gananciosa, orgulhosa, egoísta, etc) e que ela irá mudar pois agora a cabeça dela "tá diferente" do que era antes.

Existem um milhão de exemplos que poderiam ser citados aqui agora, mas serão citados somente dois pois eles deixam bem claro o ponto de vista ao qual o post se refere.


Um erro que eu cometi durante muitos anos e que eu vejo várias pessoas cometendo até hoje: afinal de contas, o quê nos leva a seguir adiante com uma amizade ou com um relacionamento que só nos trouxe problemas desde o início? Ou pior: o que nos leva a achar que aquelas pessoas um dia irão mudar? (pois no fundo é isso que a gente espera delas, caso contrário a gente não ficaria com elas mesmo elas nos dando dores de cabeça infernais uma atrás da outra).

Eu tinha uma amizade assim (isso foi há anos atrás). Vários anos de convivência, e juntamente com isso vieram vários anos de dores de cabeça juntamente com comportamentos totalmente "estranhos" da parte da pessoa (ela estava sempre me prejudicando "acidentalmente", tipo sem querer, sabe?), todos os conselhos dela sempre me levavam pro buraco (e quando eu digo sempre, eu digo SEMPRE!), e isso persistiu durante muito tempo (anos). E no fundo eu sabia que a amizade dela era problemática (a gente sabe essas coisas, mesmo que a gente não queira enxergar mas a gente no fundo sabe), mas eu fazia vista grossa. Ía empurrando com a barriga. Até que um dia as crises de provocações/inveja/despeito chegaram ao extremo (pelo menos no meu ponto de vista). A coisa começou a extrapolar. Aí um belo dia eu acordei de manhã e passei a manhã toda me questionando sobre essa amizade problemática e perturbadora. Até que uma hora me bateu uma "luz" na cabeça e eu falei pra mim mesma: "Peraí, afinal de contas porquê que eu tô mantendo contato com essa pessoa até hoje? Porque eu simplesmente não corto contato com ela e arranco ela da minha vida de uma vez só? Porque eu tô aturando isso, enquanto eu posso tranquilamente me livrar disso e voltar a viver em paz? Porque eu não faço isso aqui e agora??" - E após ter tido esse pensamento, eu simplesmente decidi que iria cortá-la da minha vida a partir daquele momento. A partir daquele dia:

• Quando ela me ligava, eu sempre dizia "não posso falar agora, te ligo logo quando puder!" e desligava o tel (e jamais retornava).
• Quando ela me mandava emails ou msgs no msn, eu sempre respondia que estava difícil acessar a net mas que em breve nos falaríamos com mais calma (e saía offline);
• Sempre que ela me perguntava sobre relacionamentos, namoro, etc (fosse num rápido telefonema ou fosse via mensagem) eu sempre dizia que não tinha maiores novidades.

E por aí ía. Em outras palavras eu fui cortando delicadamente aos poucos, de uma maneira que a pessoa (que não é burra nem idiota) percebeu que eu tava evitando ela. Até que um dia ela me chamou pra encontrar com ela num restaurante, abriu o jogo comigo (sabia que eu tava evitando ela porque ela já tinha me feito muito mal), me pediu desculpas por tudo e admitiu que ela realmente tinha atitudes que afastavam as pessoas dela de vez em quando (e que ela sabia disso, mas não conseguia mudar).
Obs: lembram o post que eu criei, dizendo que atitudes valem mais do que palavras? Pois é, isso também é válido para algumas amizades. Tem "amizades" que se você chegar abrindo o jogo com elas, além de se fazerem de vítimas elas ainda vão tentar inverter o jogo tentando te por como a ruim da história. Ao invés de fazer isso (abrir o jogo e "ser sincera com quem não é sincera com você" - isso nunca dá certo), ao invés de fazer isso, aja através de atitudes. Vai chegar uma hora que a própria pessoa (a que te fez mal) não vai ter outra escolha: ou ela pára de tapar o sol com a peneira, ou então quem vai acabar cega é ela! Ela não vai ter outra escolha senão encarar a verdade de frente.

Há cerca de 1 ano eu conheci um cara. Nos 3 primeiros encontros ele já se mostrou irresponsável, descontrolado, desrespeitador (ficava olhando pra outras mulheres comigo ao lado dele - ele não percebeu que eu tava vendo) e se mostrou totalmente inflexível em certos pontos onde as pessoas devem ser flexíveis para conseguirem manter uma convivência harmoniosa e saudável em sociedade. No terceiro encontro ele se mostrou tudo isso. Nunca me sacaneou pesado, mas deixou claro que era o tipo de homem que mulher nenhuma no mundo merece ter ao lado dela. Resultado = eu simplesmente parei de atender os telefonemas dele! Jamais perderia tempo conversando com ele pois ele não sabia conversar com ninguém (inclusive tentei uma vez mas não deu certo). E jamais perderia meu tempo investindo em alguém que não iria dar em nada na minha vida. Eu simplifiquei: parei de atender as ligações dele! Pouco tempo depois ele parou de me ligar.


Existem momentos na nossa vida que a gente precisa ser objetivo! Mesmo que você já esteja acostumada a sair praquela balada super bacana com aquela sua amiga que só te traz dor de cabeça (às vezes a gente prefere manter a amizade ao invés de terminar com ela e passar os finais de semana em casa sem ter com quem sair); mesmo que você tenha gostado daquele carinha que você conheceu, que é um pouquinho marrento mas é lindo de morrer e você está convicta de que irá conseguir mudá-lo (coisa que nunca vai acontecer!), mesmo assim tem hora que a gente precisa ser radical: a precisa cortar da raiz sem dó alguma certas pessoas que se tornarão ervas daninhas em nossas vidas se a gente continuar permitindo que elas façam parte do nosso dia-a-dia.


Não espere plantar amizades problemáticas e colher amigos frutíferos.
Não espere plantar relacionamentos infrutíferos e colher amores harmoniosos.
Não espere colher nada diferente daquilo que você plantou.
Não espere das pessoas algo que elas jamais poderão te dar.



Grande beijo a todos os leitores, e até o próximo post.
Carpe Diem!

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